sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

As evidências de uma situação problema em um caso de gestão.

O estudo de caso desta quinzena tem como objeto o programa Ciência sem Fronteiras na sua versão implantada na Universidade Federal de Viçosa – Campus de Rio Paranaíba mostrando como situação problema o pequeno número de alunos desta Universidade que são contemplados pelo programa, uma vez que apenas 3% dos possíveis participantes estão no CsF. Com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico, projetar as pesquisas das universidades brasileiras a nível internacional e estimular o processo de inovação no Brasil as evidências trazidas por este caso da situação problema, estão relacionadas com os entraves apresentados pela autora e constituem os obstáculos ao sucesso do programa em termos do quantitativo do caso em questão. O Colega SANDRO RENATO DOS SANTOS - domingo, 27 Nov 2016, 16:22, sintetizou muito bem as evidências da situação problema do estudo de caso desta quinzena elecando as quatro evidências do caso: que as áreas de ciências exatas, tecnologias e naturais têm prioridade de atendimento no programa, que as áreas de ciências humanas e sociais ficam fora desta lista de prioridades, não abrindo possibilidade de participação de seus alunos no programa e considerável parcela dos estudantes da UFV são destas áreas e perdem a oportunidade de serem selecionados para o Ciência sem Fronteiras; os pré-requisitos para os alunos estarem habilitados a participarem do programa é fator complicador em função do grande índice de reprovação em determinadas disciplinas dos cursos de ciências exatas da universidade que bate de frente com os seguintes requisitos que é de  possuir bom desempenho acadêmico; ter concluído no mínimo 20% e no máximo 90% do curso e de ter no máximo 3 reprovações no curso, ter no máximo 3 reprovações no curso. 3º entrave: A baixa proficiência dos alunos no idioma próprio do país de destino e o 4º entrave: Resistência dos professores e coordenadores de curso em relação ao intercâmbio, dificultando a adequação do currículo e o aproveitamento das disciplinas cursadas no exterior, provocando o atraso na formação dos alunos participantes do programa. A nossa ASA Fernanda Baldutti - terça, 29 Nov 2016, 14:38, lança uma série de questionamentos que sugerem o enfrentamento dos problemas envolvendo este caso de gestão. Dizem respeito a todos os gargalos que atrapalham o sucesso do programa, no sentido de ampliar a participação dos acadêmicos de humanas, de resolver a questão do idioma, a adaptação no país com a língua estrangeira, os déficits de aprendizagem nas disciplinas de exatas, e por fim a situação de retorno dos acadêmicos e o acolhimento das disciplinas cursadas no exterior. Todas estas questões precisam ser enfrentadas para promover o deslanchar do programa, não significando facilitar a entrada de estudantes relaxando critérios que acolhe alunos sem qualificação para o programa,  que viria a constituir um “inchaço” de qualidade duvidosa preocupado apenas com o  cumprimento da meta dos 101 mil. O que se precisa é preparar o estudante brasileiro desde o Ensino Médio, identificando os talentos e incentivando aqueles que desejam ter experiência no exterior e iniciar já aí neste nível de ensino o seu preparo para concorrência da vaga. Neste sentido o caso relaciona com todos os gestores das escolas de Ensino Médio. Este programa fazendo esta ponte e já orientando o aluno e preparando o mesmo para participação do processo seletivo do programa teria muito mais chance de alcançar um grande sucesso. Quanto aos alunos das humanas é preciso critérios diferentes onde sejam enfatizados qualificações relacionadas com sua área em foco. Quanto ao idioma é um problema que se coloca para muito antes do ingresso do jovem na universidade. Não se concebe um país onde sua juventude termina o Ensino Médio sem o domínio de pelo menos a Língua Inglesa. Portanto os 3% que atingidos pelo programa tende a continuar com uma reforma do ensino médio implementada através de uma Médida Próvisória que ignora todas a caminhada desenvolvida para implementação da Base e do Plano Nacional de Educação. providências. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm> Acesso em 03 Dez.2016

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