domingo, 13 de novembro de 2016

TEMAS- As políticas Educacionais no Brasil nos últimos 20 anos.

Relacione as políticas educacionais e as ações descritas e analisadas nos artigos oferecidos por nós nesta quinzena com o que vocês já estudaram nas quinzenas anteriores de nossa disciplina. Tragam também outras leituras que tenham feito. Nosso objetivo neste fórum é iniciar a análise de como as políticas de educação no Brasil transitaram nos últimos vinte anos.
O problema da qualidade na educação é um tema sempre em pauta diante das baixas proficiências alcançadas nas avaliações em larga escala aplicadas a nível nacional e estadual com a apresentação do IDEB, o ENEM por escola e a proficiência do SIMAVE. Estes percentuais amplamente divulgadas pelos meios de comunicação social, criam um alarde, como fogo de palha e depois todos se silenciam, ficando as discussões apenas a nível da escola.  Essas proficiências são na maioria das vezes o retrato da situaçãos das nossas escolas quando tem em sala  alunos sem habilidade de ler e interpretar até mesmo de pequenos textos sendo mais difícil ainda quando se apresenta aos mesmos textos mais elaborados onde se  exigem habilidades mais complexas como  inferências. O problema do FUNDEB, conforme as autoras do artigo AS POLÍTICAS DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA ÚLTIMA DÉCADA: DO FUNDEF AO FUNDEB, analisaram, é que este foi instituído nos mesmos parâmetros do FUNDEF e que veio "completar a política do FUNDEF, unificando a educação básica em relação às políticas nacionais de financiamento,” mas não foi implementado tendo como preocupação a qualidade da educação e apenas como pontuou as autoras este estava "submetidas à razão contábil”. Segundo as mesmas a questão da qualidade deveria ser o norte do FUNDEB, pois primeiro deveria se saber o "que se espera da educação para alocar os recursos de maneira a realizar essa expectativa.” Esta preocupação não esteve presente na formulação dos fundos, que colocou em primeiro lugar a prioridade de se gastar os recursos. A política de financiamento deveria ser associado às metas Plano Nacional de Educação como parâmetros de como deve ser a educação. A colega OSVALDA MARCELINO COSTA - sexta, 11 novembro 2016, 17:05 comenta em sua postagem que "Após a garantia da universalização do Ensino Fundamental, os desafios agora são buscar um ensino eficiente e diminuir os índices de evasão e a repetência.”, mas só lembrando que o problema da universalização da educação continua, agora no nível médio com os milhões de jovens que estão fora da escola. Continuando a colocação da colega OSVALDA MARCELINO COSTA - sexta, 11 novembro 2016, 17:05 corrobora com o que o texto em análise mostra quando afirma que os investimento em educação aumentaram com o Fundef e posteriormente o Fundeb, no entanto ainda é pequeno o impacto desses investimento na qualidade da educação, e acrescentamos que isso se dá em função de que os mesmos não foram criando tendo como norte contábil a qualidade da educação.  DOURADO P.772 (2013) coloca que o direito a educação básica de qualidade constitui um grande desafio para o Estado brasileiro. Segundo Cury a educação só pode ter própria como sua natureza a qualidade, tanto que segundo o mesmo esta se vê amparado por um financiamento que se encontra vinculado à Constituição  que pelo art. 212, todos os entes deverão fazer o devido investimento em educação afim de assegurar sua qualidade.
OLIVEIRA, Rosimar de Fátima, TEIXEIRA, Beatriz de Basto. AS POLÍTICAS DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA ÚLTIMA DÉCADA: DO FUNDEF AO FUNDEB. Sem data.
CURY,  Carlos Roberto Jamil. A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA COMO DIREITO. Educ. Soc., Campinas, v.35, nº129, p.1053-1066, out-dez., 2014
DOURADO, Luiz Fernandes. SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, FEDERALISMO E OS OBSTÁCULOS AO DIREITO À EDUCAÇÃO BÁSICA. Educ. Soc., Campinas, v.34, nº124, p.761-785, jul-set., 2013

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