sábado, 19 de novembro de 2016

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAL

   Em resposta as questões propostas teço aqui as seguintes colocações.Os Parâmetros Curriculares Nacionais, a despeito de todo o serviço que prestou e ainda presta á educação no Brasil, funcionando como um documento referência de composição da grade curricular das escolas brasileiras, até o momento que entrar em cena a Base Nacional comum,    se estabeleceu como norte para o trabalho do professor e de todas as atividades realizadas dentro de uma sala de aula. Por ser um documento aberto, e se colocar mesmo apenas como parâmetro para cada instituição escolar cabe as mesmas fazer as adaptações dos parâmetros para a Proposta Política Pedagógica, adaptando os conteúdos à realidade social do espaço onde a mesma está inserida. Fornecem subsídios para uma consistente prática pedagógica, toca na questão da metodologia questionando prática da transmissão, na formação continuada, com organização de reflexões dentro do ambiente escolar, preconizando uma aprendizagem com desenvolvimento da habilidade de leitura e escrita. Em seis volumes eles apresentam as áreas do conhecimento. Mais três volumes abordam os tão conhecidos temas transversais, fontes de inspiração para muitos projetos nas escolas brasileiras. O que poucos sabem é do embate teórico, metodológico e de encaminhamento que existiu entre o MEC, órgão marcado pelas suas medidas centralizadoras, e o CNE em torno dos PCNs.  Adequando as nossas colocações com SOLANGE ARNOLDT BERTOTTI - sábado, 19 novembro 2016, 21:48 que pontua "As consequências das discordâncias foram: excessiva centralização das decisões no governo federal e escassa participação de outras instâncias político-educacionais e a dificuldade na elaboração, divulgação e implementação dos PCNs para o 3º e 4º ciclo do ensino fundamental, devido à falta de diálogo entre MEC e CNE.”O artigo de Bonamino e Martinez, neste mesmo sentido elucida os desencontros entre o MEC e CNE, quando da organização dos Parâmetros Curriculares, chegando a uma situação deste se tornar optativos e funcionando apenas como referência para estruturação de currículos para as escolas brasileiras. Dois atores ambos responsáveis pela educação nacional a partir de perspectiva e situações diferentes. Estes não se entenderam gerando uma série de posturas que se explicam fora de um proposito colaborativo em torno de política importante para a educação brasileira. A consequência deste desencontro foi um documento onde se vê a marca da distância entre, como as autoras em estudo disseram "ser um conjunto de conteúdos mínimos e obrigatórios para o ensino fundamental, ou uma proposta de diretrizes curriculares e uma complexa proposta curricular [...}  conteúdos   específicos de todas as áreas de ensino e conteúdo a serem trabalhados”. As autoras fala de um movimento invertido, da proposta enviada pelo MEC ao CNE, onde por essa atitude os PCNs deveriam orientar os DCNs, quando o geral que deveria servir de referência para o específico. É esse embate que leva a CEB a reafirmar o caráter não obrigatório dos PCNs. Segundo Bonamino 2001 estes desentendimento vai nos revelar uma das marcas dos anos 90, a "excessiva centralização das decisões”. Pela análise das autoras as DCNs passam ao largo dos PCNs como pode se constatar na exposição de motivos. A autora fala também de mútua omissão, disputa de competência e de constantes tensões entre Mec e CNE sem se chegar a consensos.
BONAMINO, Alicia. MARTINEZ, Silvia Alícia Matinez. Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental: a Participação das instâncias políticas do
Estado. Educ. Soc., Campinas, vol 23, n.80, setembro/2002, p. 368-3
BROOKE, Nigel (Org.). Marcos históricos na reforma da educação. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário